Anemia na Gestação

O ferro, fundamental para a saúde e bem estar das pessoas, é o nutriente básico para a produção da hemoglobina, proteína responsável pelo transporte de oxigênio do sangue para as células do corpo. A prevalência mundial de anemia na mulher grávida é de aproximadamente 40%, e em mais de 50% dos casos é por deficiência de ferro (Montenegro, et al 2015).  Apesar do aumento da absorção de ferro no intestino durante o período da gravidez, a maioria das gestantes não ingere uma quantidade satisfatória desse mineral. Portanto, com a redução das taxas de ferro, aumenta-se o risco de anemia.

A doença pode atingir qualquer gestante, mas as mulheres que apresentam muitos episódios de vômitos, que estão grávidas de gêmeos, grávidas na adolescência ou que tiveram duas gestações em um curto período de tempo, são mais propensas a desenvolverem a anemia. Os principais sintomas da doença incluem:

  • Cansaço;
  • Tontura;
  • Falta de ar;
  • Pele pálida.

Apesar de ser uma doença bastante comum na gravidez, principalmente durante o segundo e terceiro trimestre de gestação, a anemia se não tratada, pode trazer consequências para mãe, como queda de imunidade e complicações no pós-parto, e para o bebê, como parto prematuro e atrasos no desenvolvimento. Dessa forma, geralmente o tratamento é feito a partir da ingestão de alimentos ricos em ferro como vegetais de folhas verde-escuras, leguminosas, (feijão, grão-de-bico, ervilha e lentilha), grãos integrais, nozes e castanhas. Carne também está dentro desta dieta, principalmente carne vermelha. Em muitos casos, quando a alimentação ainda não é suficiente, o médico de pré-natal orientará a suplementação via oral e até medicação intravenosa.

Fonte: Carlos Antonio B. Montenegro e cols. Anemia e gravidez, Revista.hupe.uerj.br, v. 14, n. 2, abr-jun/2015