Disfunções da tireoide na gravidez

Na gravidez, a gestante passa por grandes mudanças hormonais para o desenvolvimento saudável do bebê. Portanto, ter atenção aos níveis de hormônios durante esse período é fundamental.

A tireoide, localizada na porção anterior do pescoço, é a glândula responsável pela produção dos hormônios reguladores do organismo (T3 e T4) que auxiliam o controle de importantes atividades como o metabolismo, a frequência cardíaca e as funções cerebrais. Quando há um distúrbio de funcionamento do órgão, pode haver uma produção excessiva (hipertireoidismo) ou deficiente (hipotireoidismo) desses hormônios, o que pode trazer consequências graves tanto para a mãe quanto para o bebê.

Na gestação, a glândula tireoide na mulher é muito mais demandada que em outros períodos. Isso é comum na gravidez. A glândula do feto começa a funcionar a partir da 20ª semana de gestação.

O exame para avaliação do hormônio TSH deve ser realizado de imediato no início da gestação. Através do resultado é possível saber o risco de uma disfunção na glândula ou diagnosticar problemas futuros. Na gestação é normal o TSH estar um pouco mais baixo.

Indicações para a dosagem TSH durante a gravidez em mulheres com maior risco para desenvolver o hipotireoidismo ou hipertireoidismo:

•    Pacientes com hipotireoidismo estabelecido previamente à gestação, fazendo uso de tiroxina.

•    Pacientes com bócio.

•    História de doença auto-imune tireoidiana (auto anticorpos tireoidianos positivos, história de tireoidite pós-parto, doença de Graves em remissão).

•    História familiar de doença auto-imune tireoidiana.

•    Portadoras de diabetes melito tipo 1 ou outra doença auto-imune (por exemplo: vitiligo, artrite reumatóide, síndrome de Sjögren, etc).

•    Possível diminuição da reserva tireoidiana (história prévia de irradiação do pescoço, tireoidectomia parcial).

•    Mulheres com antecedentes de parto prematuro ou aborto.

Caso não seja tratado, em situações mais graves, o hipertireoidismo pode causar complicações como crescimento retardado do bebê, morte fetal e aborto. Já os casos de hipotireoidismo podem ocasionar em sangramentos, pré-eclâmpsia, parto prematuro e falhas no desenvolvimento intelectual do bebê. Portanto, a gestante deve ser acompanhada regularmente através de exames de sangue para avaliação do hormônio TSH durante e após a gestação, uma vez que, em algumas gestantes, esses distúrbios podem persistir por meses após o parto.

Os sintomas do hipertireoidismo incluem sensação de calor, suor excessivo e cansaço. Já as gestantes com hipotireoidismo podem apresentar cansaço excessivo, sonolência e unhas e cabelos fracos.

A boa notícia é que os distúrbios da tireoide são tratáveis através do uso de medicações, de acordo com avaliação médica, para controle dos hormônios. Portanto, o acompanhamento de pré-natal na gravidez é fundamental.

Após a gestação a mulher não pode abandonar o tratamento e pode amamentar sem problemas, pois o hormônio tireoidiano não faz mal ao bebê. Além disso, em alguns casos, os níveis da tireoide voltam ao normal após a gravidez. Vale a atenção da gestante e o acompanhamento clínico, pois o risco de novo problema na glândula é maior.

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Fonte:

https://aps.bvs.br/aps/paciente-com-hipotiroidismo-pode-engravidar/
https://www.endocrino.org.br/10-coisas-que-voce-precisa-saber-sobre-tireoide-e-gestacao/