Outubro Rosa: Conscientização e Prevenção ao Câncer de Mama

O Outubro Rosa é uma campanha mundial que acontece todos os anos com objetivo de alertar e conscientizar a população sobre uma das doenças mais incidentes na mulher: o câncer de mama.

Tabagismo, sedentarismo, obesidade, uso de bebida alcoólica, idade, fatores genéticos e hormonais são estabelecidos como de risco para multiplicação desordenada de células do tecido mamário, de modo a causar o câncer de mama.

A apresentação da doença é variável, podendo manifestar-se como nódulo – palpável ou não, agrupamento de microcalcificações, alterações de pele e mamilo, entre outras condições. Quanto mais cedo se faz o diagnóstico, maior a probabilidade de eficácia do tratamento. Por isso o rastreamento se faz tão importante.

Exame físico das mamas e mamografia devem ser realizados anualmente a partir dos 40 anos, conforme orientações da Sociedade Brasileira de Mastologia. Pacientes que possuem mutações genéticas identificadas ou histórico familiar de câncer de mama, principalmente se parentes de primeiro grau, do sexo masculino e/ou idade menor que 50 anos ao diagnóstico, demandam mais atenção e necessitam iniciar rastreamento mais cedo. Ultrassonografia e ressonância nuclear magnética de mamas e axilas também podem ser solicitadas a depender do caso da paciente e de critérios médicos.

O diagnóstico é firmado através de biópsia e o tratamento é individualizado, com base no estadiamento e subtipo molecular do tumor. Possui basicamente três pilares: cirurgia – que pode retirar por completo a mama ou não; quimioterapia e/ou hormonioterapia; e radioterapia. Técnicas de oncoplastia permitem a reconstrução mamária, muitas vezes no mesmo tempo cirúrgico da abordagem do câncer, de forma a trazer mais tranquilidade e estima às pacientes.

A axila também deve ser abordada cirurgicamente nos casos de carcinoma invasor. Há através de técnicas específicas, como linfocintilografia ou injeção de azul patente, identificação do(s) linfonodo(s) sentinela(s) permitindo, assim, conhecimento se há acometimento axilar pelo câncer de mama, de modo a definir estadio da doença.

Apesar de mais 80% das lesões mamárias que ocorrem no período gravídico-puerperal serem benignas, o câncer de mama pode acontecer durante a gestação ou pós-parto, principalmente no primeiro ano. Em geral, por acometer mulheres jovens, há suspeita quando já houver massa palpável, identificada no exame clínico das mamas.

Diferente da população geral, a ultrassonografia é o primeiro exame de imagem para investigação diagnóstica, confirmada por biópsia.  O tratamento segue as mesmas diretrizes adotadas para pacientes que não estão grávidas. Não deve ser adiado por conta da gestação, depende do tipo tumoral e idade gestacional em que a paciente se encontra, e é desafiador por visar controle da doença e ao mesmo tempo proteção do feto.

Quanto à amamentação, qualquer cirurgia que aborde as mamas pode acometer os ductos, trazendo algum prejuízo. Todavia deve ser constantemente estimulada, além dos inúmeros benéficos para mãe e bebê, se tratar de fator protetor ao câncer de mama.

Estamos no mês de outubro, dedicado especialmente à atenção ao rastreamento, prevenção e diagnóstico do câncer que mais acomete mulheres brasileiras – o câncer de mama. Portanto informe-se, realize seus exames periódicos e conte com seu médico para maiores esclarecimentos. Nós da Clínica de Especialidades Médicas e Maternidade e Hospital Octaviano Neves estamos à disposição!

Dra. Anna Carolina Pereira Jácome
Ginecologista e Especializanda em Mastologia
CRM MG 67790